Eu descobri

Que eu não tenho mais nada a fazer. Eu já fiz tudo, falei, gritei, chorei, pensei. Eu já fiz tudo mesmo. Eu não desisto, simplesmente entrego ao relento. É o meu coração, as minhas alegrias, as minhas dores. E eu sei cuidar delas. A dor ainda permaneça lá escondida em um canto. Uma ferida se cicatrizado. É apenas isso. Agora, sabia que eu sei que fui corajosa. Eu enfrentei tudo, eu me entreguei eu me permiti: viver, criar ilusões e sonhos. Eu voei tão alto mas tão alto que quando eu cai eu nem reparei na queda, na ferida. Ela era a minha condição pra voar tão longe. E agora ela é a lembrança de algo pelo o qual eu lutei e que apesar de não ter sido uma luta ganha, foi uma perda memorável. Mas não me obrigue a ficar cutucando ela, enfiando o dedo, mexendo. Ela precisa de tempo. Não só ela como a sua. Porque apesar de você der dito a verdade é o seu coração que agora sangra e não mais o meu. Eu encontrei meu ponto de paz, meu ponto de equilíbrio. É por isso que dizem que eu vivo em uma ponte sólida mas com base frágil. Porque uma hora eu me seguro no parapeito, olho pra baixo, sorrio e pulo. E quando você menos espera eu estou de volta na superfície. Porque essa sou eu. Instável. E hoje eu não me arrependo de nada, porque eu me permiti viver. A sensação da queda nunca foi tão dolorosa e nem tão vívida.

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