Arquivo do mês: fevereiro 2011

Smile, what’s the use of crying?

Já dizia o encantador Charles Chaplin para sorrirmos mesmo que nosso coração esteja doendo, mesmo que esteja perdido que nos conseguiremos seguir em frente se apenas sorrirmos. Ele está certo. Apesar de parecer uma tarefa difícil é o que cura. Sabe quando você está pra baixo e não quer ver ninguém e lá vem aquelas pessoas querendo te por pra cima e tudo o que você quer é que elas morram e a deixem em paz. Não faça isso. Permita-se ser cuidada, paparicada e mimada. Rir a toa, deixar a cabeça leve, o corpo mole. E quando você parar pra ver, passou. Tudo passou. E só assim, você vai entender o que Charles dizia e vai poder finalmente sorrir.

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Dear heart, sorry for all the damage.

Eu prometo que daqui pra frente seremos apenas eu e você. A palavra amor vai ser banida do meu dicionário. A passagem da sua volta será devolvida. Sem direito a defesa, sem direito a julgamento. Exclusão total. Sua sentença já foi escolhida. Guardaremos apenas a lembrança do que já fizemos para tentar mudar isso. A dor que agora sentimos é sinonimo de liberdade. Creio que devo me desculpar também com meu corpo por faze-lo sentir sensações dolorosas. As minhas mãos por tocarem algo que é frio e sem tom. Ao meu rosto por permitir se corar com um sorriso mórbido. A minha pele por ter permitido que a tocassem sem permissão. Mas não tenho que apenas me desculpar, a algo que quero culpar. A minha mente, por deixar que meu coração fosse o dono da razão quando você era o responsável por esse papel tão importante. Mas agora deu. Ninguém mais tem o poder de fazer isso comigo. Seremos apenas eu e você.


Eu gostaria de me expressar melhor.

Tentamos de todas as formas transmitir o que sentimos. Eu tento pelo menos. Mas nem todas as palavras são suficientes e nem todos os gestos compreendidos. Eu gostaria de ter vindo ao mundo com opção de legenda ou dublagem, assim seria melhor. Eu tenho o dom de interpretar o que outros querem, de antecipar suas falas e de entender o que eles sentem. Agora quando o assunto sou eu, eu me fecho. Não deixo transparecer nada mais que um simples sorriso. E aquilo vai acumulando, os músculos do rosto ligam no botão automático quando isso acontece e assim vai indo. Se você não perguntar, se você não manifestar algo no seu olhar que faça com que eu me abra, é assim um segundo, eu apenas digo ” Estou bem” e ainda falo ” Só to cansada. ” Quem não deu essa desculpa? Cansado ou com sono. É simples assim e o pior de tudo, todos acreditam. E se não acreditam deixam passar. Engraçado que nesse sentindo tudo mundo é igual. Nunca foi tão fácil mentir e nem acreditar. O engraçado é que passa. Deixamos passar. E assim vai indo, até que um dia nosso rosto de tanto sorrir vira uma mascara. E quando isso acontece se prepare, porque transmitir o que você sente nunca vai ser tão difícil. Como eu sei? Porque isso aconteceu comigo e ninguem sabe sorrir melhor que eu.


“Então o que isso significa?

Significa que você tem uma escolha. Você tem uma escolha a fazer. E eu não quero apressar você para se decidir antes que esteja pronta. Está manhã eu estava vindo e eu queria dizer, o que eu queria dizer era…mas agora, tudo o que eu posso dizer é… Estou apaixonado por você. Eu estive apaixonado por você desde… sempre. Estou um pouco atrasado. Eu sei que estou um pouco atrasado falando isto a você. Eu- eu só quero que você tire o tempo que precisar. Sabe? Tire o tempo que precisar. Porque você tem uma escolha fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer eu escolhi errado.”

Grey’s Anatomy.

p.s.: Isso me lembra alguém. Alguém que na minha opinião fez a escolha errada. Mas deixa quieto. Passou.


Time Has Come Today

“Por outro lado, o tempo sente prazer em nos ferrar. Mesmo para o mais forte de nós, parece nos enganar, diminuindo, até que congele nos prendendo em um único momento, sem poder se mexer em uma direção ou outra. O tempo voa. O tempo não espera nenhuma pessoa. O tempo cura todas as feridas. Todos nós queremos mais tempo. Tempo de se levantar. Tempo de crescer. Tempo de deixar ir. Tempo.”

Grey’s Anatomy.


Você é capaz de amar?

Estou me referindo a sensação mesmo. Você já se deixou levar? De verdade, sem se preocupar com as aparências. Apenas sentir. Sem precedentes. Não se preocupar se o que você esta vivendo é errado, ou pensar no que outros vão pensar. De dormir mais cedo só pra ficar sonhando mais um pouco. Acordar de manha e ficar mais uns segundos na cama imaginado. A maioria sei que sim. Mas não acho que entenderam o significado. Não importa se é ele ou ela, o que importa é o sentimento. Se ali dentro do seu coração você captar que é aquilo mesmo, chega – ponto final. É isso. Não ponha virgulas. Mas também a maioria dá a desculpa do medo. Eu senti ele. Eu chorei com ele. Eu doí com ele. Mas é apenas o medo. Ele não leva a nada. Hoje eu aprendi que o medo impede você de se deixar levar, de amar e gostar. É claro que você se machuca. Mas o sentimento de que você sentiu tudo que era pra sentir substitui tudo isso. Apenas isso importa. O resto é o resto.


Eu descobri

Que eu não tenho mais nada a fazer. Eu já fiz tudo, falei, gritei, chorei, pensei. Eu já fiz tudo mesmo. Eu não desisto, simplesmente entrego ao relento. É o meu coração, as minhas alegrias, as minhas dores. E eu sei cuidar delas. A dor ainda permaneça lá escondida em um canto. Uma ferida se cicatrizado. É apenas isso. Agora, sabia que eu sei que fui corajosa. Eu enfrentei tudo, eu me entreguei eu me permiti: viver, criar ilusões e sonhos. Eu voei tão alto mas tão alto que quando eu cai eu nem reparei na queda, na ferida. Ela era a minha condição pra voar tão longe. E agora ela é a lembrança de algo pelo o qual eu lutei e que apesar de não ter sido uma luta ganha, foi uma perda memorável. Mas não me obrigue a ficar cutucando ela, enfiando o dedo, mexendo. Ela precisa de tempo. Não só ela como a sua. Porque apesar de você der dito a verdade é o seu coração que agora sangra e não mais o meu. Eu encontrei meu ponto de paz, meu ponto de equilíbrio. É por isso que dizem que eu vivo em uma ponte sólida mas com base frágil. Porque uma hora eu me seguro no parapeito, olho pra baixo, sorrio e pulo. E quando você menos espera eu estou de volta na superfície. Porque essa sou eu. Instável. E hoje eu não me arrependo de nada, porque eu me permiti viver. A sensação da queda nunca foi tão dolorosa e nem tão vívida.